“DESPERTARES” 4 E 5 MAIO àS 21H00 NO TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

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Este exercício nasceu da convivência que se tem vindo a estabelecer entre Ricardo Pais e o Conservatório. A esta não é alheio o conjunto de colaborações que o Maestro Rui Massena deu no Teatro Nacional S. João sob a égide do encenador, então Director daquela instituição de referência.

O que se apresenta no Teatro Municipal Baltazar Dias não pretende, nem pode nem deve ser considerado um espectáculo.

Pode chamar-se-lhe o produto “encenado” – especializado, controlado na interpretação – na acção e na tentativa de criação de construir uma narrativa, ingénua e despretensiosa, de três semanas de trabalho sobre vários máximos e vários mínimos.

Foram máximos: a exigência quanto à leitura hermenêutica, histórica e estritamente teatral do texto: a apreensão do estilo particular desta obra revolucionária da estética teatral; a descoberta de si próprio, corpo, alma, sentidos despertos, disciplina rigorosa no que o texto desenha de cada personagem; e, paralelamente o processo de accionar o que cada um destes jovens aprendizes traduz com o seu entusiasmo no sentido global que se pretende veicular.

Foram mínimos: os recursos cenográficos, os adereços, os figurinos, procurando aquele quase vazio a partir do qual cabe a quem actua manobrar a insignificância dos gestos e dos objectos até estes ganharem beleza e autoridade próprias.

Despertares foi antes um processo permanente de auto análise (do próprio contexto escolar como é o dos alunos, da diversidade infinda de responsabilidades que o teatro, quando honesto, nos impõe. Da diversidade, enfim, não como desculpa, mas como trabalho. (Ricardo Pais)

O formato “híbrido” a que se chega nos dias 4 e 5 de Maio, às 21h00, no Teatro Municipal Baltazar Dias, é o produto de um trabalho sobre extractos das obras de Frank Wedeking “O Despertar da Primavera” e Jacinto Lucas Pires “Arranha Céus”, um exercício de actuação/encenação desenvolvido ao longo de três semanas (início a 12 de Abril 2010) no Âmbito da Formação em Contexto de Trabalho prevista no Curso Profissional de Artes do Espectáculo – Interpretação.

Os intérpretes da adaptação deste clássico da dramaturgia mundial são os alunos finalistas do 3º ano do Curso Profissional de Artes do Espectáculo – Interpretação: Luís Paulo Sousa, Mónica Barreto, Inês de Castro, Mariana Correia e Miguel Ornelas.

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